A plataforma Segura Onda, lançada em 27 de março, é um guia de iniciativas cidadãs para o enfrentamento à COVID-19, inovação social e resiliência cívica em tempos de pandemia, feita de forma coletiva e colaborativa por voluntários e aberta à participação de todos.

Como já escrevemos, muitas iniciativas cidadãs têm surgido para ajudar a lidar com os efeitos da pandemia. Neste post, destacamos o Mapeamento de Redes Colaborativas para o enfrentamento à COVID-19 nas favelas e periferias do Rio de Janeiro. 

Criado em 2013, em Madri, o Guerrilla Translation (GT) é muito mais do que uma cooperativa de tradutores. Na verdade, seu modelo de produção e gestão é tão inovador que é difícil defini-lo em poucas palavras, mas para começar podemos dizer que é um coletivo ativista de tradução e comunicação no modelo P2P orientado ao comum.

O curta-metragem documentário de Renato Prata Biar traz um retrato dramático da rotina dos entregadores de aplicativo de comida, através do relato de três trabalhadores que falam da dificuldade de conseguir levar algum dinheiro para casa, da falta de direitos e, até mesmo, de perspectiva de futuro. Vale assistir e divulgar.

Recentemente participei do projeto Digitais Femininas, falando sobre cultura hacker, tecnologias livres e mais algumas coisas. A gravação ficou bem enxuta e o conteúdo, bem didático. Bom pra assistir e espalhar.

No início deste mês de novembro, foi realizado em The New School, em New York, a conferência Who Owns the World? The State of Plataform Cooperativism (algo como: Quem é o dono do mundo? O estado atual do Cooperativismo de Plataforma). À frente do evento, o professor e pesquisador Trebor Scholz, diretor do Institute for the Cooperative Digital Economy, nesta universidade, e autor do livro "Cooperativismo de Plataforma: Contestando a Economia do Compartilhamento Corporativa". O bom é que parte das palestras e debates está disponível on-line (em inglês) para quem quiser se atualizar sobre o estado da arte dessa importante iniciativa que pode representar uma alternativa democrática concreta para o enfrentamento do novo tipo de exploração e precariedade do trabalho do capitalismo de plataforma que vem avançando a passos largos na chamada uberização do trabalho.

Em nossa sociedade hiperconsumista e com os recursos naturais chegando ao limite, é muito bom saber de iniciativas que buscam um caminho alternativo baseado na solidariedade e sustentabilidade. Este é o caso do aplicativo Tem Açúcar?, que facilita o compartilhamento de coisas entre vizinhos. Mais do que apenas estimular o hábito de emprestar ou pedir emprestado coisas em vez de comprá-las para um uso esporádico, o que por si só é já um grande ganho do ponto de vista financeiro e de sustentabilidade, o aplicativo ajuda também a gerar um senso de comunidade na medida em que coloca os vizinhos em contato favorecendo uma relação de confiança mútua.

Tem me incomodado bastante uma série de definições equivocadas de hacker que estão circulando, ainda mais agora com o #vazajato e com a suposta invasão dos celulares do ex-juiz Sérgio Moro e outros procuradores da Operação Lava Jato por hackers. Por isso, decidi compilar nesta publicação um pouco do que tenho desenvolvido para minha tese de doutorado, em que estudo as relações entre "Cultura Hacker" e o campo da Educação. Pra começar, é preciso dizer que, apesar da direta associação entre Hacker e Criminoso Digital feita possivelmente por você que me lê, meus estudos me mostraram que não é tão simples assim. Por Elisiana Frizzoni Candian no Em Rede.

Os dados sobre uma cidade são instrumentos estratégicos para o desenvolvimento de políticas sociais que atendam às demandas de sua população. O problema é que esses dados são pouco transparentes – mesmo que estejam disponíveis, sua leitura não é fácil para não especialistas – e, além disso, muitas vezes deixam de fora pontos cruciais especialmente para os moradores das periferias. Existe ainda um outro ponto: os dados produzem narrativas, criam um imaginário sobre a cidade e as pessoas que vivem nela. Por isso é importante disputar o acesso e a produção de dados no Brasil como uma missão política, estética e cidadã. Esse é o mote do data_labe, um laboratório formado por jovens oriundos de periferias, baseado no Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro.

​Reunir o conhecimento acadêmico sobre a favela com o conhecimento gerado nas favelas, em uma plataforma aberta e colaborativa, tendo como compromisso a expansão da cidadania e do direito à cidade. Esta é, em síntese, a proposta do Dicionário de Favelas Marielle Franco, uma iniciativa que reúne instituições acadêmicas, como Fiocruz, Uerj e IPPUR/UFRJ, ao lado de centros de pesquisa liderados por moradores dessas comunidades, como o Grupo Eco, da favela Santa Marta, Grupo Eco, o CPDOC do Grupo Raízes em Movimento, do Morro do Alemão, o Centro de Estudos e Ações Culturais e de Cidadania – CEACC, da Cidade de Deus.

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