Como equilibrar o direito de acesso à informação com a proteção de dados sensíveis ou sigilosos da pesquisa científica? Este é o tema geral do novo módulo do curso de formação em Ciência Aberta oferecido pela Fundação Oswaldo Cruz. Com o título Direito de Acesso à Informação e Proteção de Dados Pessoais, o curso aborda noções e conceitos que permitam ao pesquisador avaliar a possibilidade de publicar em formato aberto os dados de pesquisas realizadas no ambiente público administrativo.

A Rede Latino-Americana de Tecnologias Livres lançou uma campanha de crowdfunding para ajudar na realização da primeira edição da Residência de Tecnologias Livres para a ciência, empreendedorismo e educação da América Latina, que será realizada de 22 de julho a 9 de agosto no Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA/IF/UFRGS), em Porto Alegre.

Muitas universidades no Brasil e no mundo estão adotando o pacote de aplicativos educacionais da Google, o Google Suite For Education ou apenas GSuite, o que tem gerado preocupação em pesquisadores conscientes das implicações dessa medida.

A disseminação da ética hacker junto ao advento das novas tecnologias da informação e da comunicação permitiu a produção livre e colaborativa de conhecimento em níveis jamais vistos anteriormente. Entretanto, o poder econômico logo tratou de aperfeiçoar os mecanismos de propriedade intelectual de forma a se apropriar e extrair lucro dessa nova produção em rede. A perspectiva de Michel Foucault (2014) inovou as abordagens sobre o poder. Para o filósofo francês, onde há poder, há também resistência; e a melhor forma de compreendê-lo é partindo justamente da análise dessas formas de resistência. Então, junto a esses novos cercamentos, houve uma crescente demanda pela abertura dos processos de produção e circulação de conhecimento, manifesta em movimentos heterogêneos e descentralizados, de forma orgânica e em rede.

Em fevereiro de 2018, um grupo de 14 autores se reuniram na Biblioteca Nacional Alemã de Ciência e Tecnologia, em Hannover, para escrever um manual aberto e vivo de capacitação sobre Ciência Aberta. Recentemente o Manual foi traduzido para o espanhol pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL). 

Um encontro sobre tecnologias livres, na perspectiva da América Latina e Caribe, e com o objetivo de criar um senso de coletividade para, em conjunto, produzir um manifesto que represente o ponto de vista e as demandas desses países. Este foi o mote do TECNOx 4.0 realizado na UFRGS, em Porto Alegre, de 11 a 15 de março, que teve como tema Ética, Direitos Humanos e Tecnologias Livres. Sem a pretensão de fazer uma cobertura extensa sobre tudo que foi apresentado e discutido por lá, que foi mesmo muita coisa e de muita qualidade, escrevo aqui algumas impressões, como um registro pessoal do que mais se destacou.

Está aberta a chamada para participar da construção do Tropixel 19 que tem como tema Abundância + Sobrevivência. O evento acontecerá ao longo de todo o mês de junho de 2019, em diversos locais da cidade de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Nesta edição do evento não haverá uma programação centralizada, nem uma fonte central de recursos. Por isso mesmo, depende da participação ativa e criativa de quem quiser chegar junto.

A Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a Universidade do Minho, está lançando o primeiro microcurso de Formação em Ciência Aberta.Voltado especialmente para alunos de pós-graduação, o curso é gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada no tema. Está dividido em três séries com sete cursos e tem como objetivo apresentar o movimento Ciência Aberta, suas diversas práticas, expectativas e controvérsias.

Por iniciativa da Fundación Karisma, do Centro de Internet y Sociedad de la Universidad del Rosario (ISUR) e do Sistema de Información para la Biodiversidad (SiB Colombia), um grupo de acadêmicos, ativistas e praticantes de ciência aberta na América Latina e Caribe elaborou o documento vivo Declaração do Panamá sobre Ciência Aberta, tendo em vista a definição de políticas públicas sobre o tema para a região.

Uma pessoa pode decidir participar de um projeto de Ciência Cidadã motivada por sua curiosidade: “Eu gostaria de saber mais sobre tal assunto!”.  Ou então por conta de sua preocupação com sua qualidade de vida e a de seu meio ambiente. Aí sim, com certeza, o cientista cidadão poderá contribuir em muito não só na produção de conhecimento, mas especialmente na busca por soluções para os problemas de sua comunidade. O vídeo Open Source Stories: the Science of Collective Discovery conta um pouco da história de alguns grupos de cidadãos que atuam nessa direção: decidiram tomar em suas próprias mãos a tarefa de monitorar o seu meio ambiente de forma independente e, dessa forma, ajudaram a encaminhar soluções para resolver os problemas detectados.

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